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10 brinquedos que marcaram a infância dos anos 90

Tamagotchi, Tazos, Polly Pocket, Pogobol e outras febres ajudam a relembrar como era ser criança na última década antes dos anos 2000.

Bichinhos virtuais que precisavam de cuidados durante o dia inteiro, discos colecionáveis disputados no recreio, bonecas que cabiam na palma da mão e brinquedos inspirados nos grandes fenômenos da televisão.

Os anos 1990 tiveram de tudo um pouco. Ao mesmo tempo em que brinquedos tradicionais continuavam ocupando espaço nas prateleiras, eletrônicos e produtos ligados à cultura pop passaram a fazer cada vez mais parte da rotina das crianças.

No Brasil, algumas dessas febres chegaram às escolas, viraram objeto de coleção e até fizeram parte de promoções que mobilizaram milhares de crianças.

Neste Dia das Crianças, a Alpha relembra 10 brinquedos que marcaram a infância nos anos 90.

1. Tamagotchi

Era praticamente impossível ignorar os apitos pedindo comida, atenção ou limpeza.

O Tamagotchi foi lançado pela Bandai no Japão em novembro de 1996. O pequeno aparelho trazia um animal virtual que precisava ser alimentado e cuidado para continuar vivo.

Em 1997, os bichinhos virtuais já eram uma febre no Brasil. Uma reportagem da Folha de S.Paulo daquele ano registrava crianças e até adultos cuidando dos pequenos pets eletrônicos, enquanto versões semelhantes ao Tamagotchi também se espalhavam pelo mercado.

2. Tazos

Para muita gente, abrir o pacote de salgadinho era apenas o começo da brincadeira.

Os Tazos eram pequenos discos colecionáveis que vinham dentro das embalagens da Elma Chips. Além de colecioná-los, as crianças disputavam partidas tentando virar as peças dos adversários.

Em junho de 1997, a Folhinha já descrevia o brinquedo como uma nova “mania” entre as crianças. Meses depois, a promoção Tazomania contabilizava centenas de milhões de embalagens comercializadas.

O recreio nunca mais foi o mesmo.

3. Polly Pocket

Um mundo inteiro podia caber dentro de uma pequena caixinha.

A Polly Pocket surgiu em 1989 como uma microboneca acompanhada de cenários compactos. Na década seguinte, seus pequenos estojos se tornaram um dos brinquedos mais característicos daquele período.

Casas, parques, piscinas e diferentes ambientes apareciam escondidos dentro dos compactos, que podiam ser levados praticamente para qualquer lugar.

4. Pogobol

O desafio era simples de explicar e bem mais difícil de executar: subir, pular e tentar não cair.

O Pogobol havia sido lançado pela Estrela no Natal de 1987, mas continuou extremamente associado à infância dos anos 90. O brinquedo era formado por uma bola presa no centro de uma plataforma onde a criança apoiava os pés para saltar.

Equilíbrio e persistência eram indispensáveis.

5. Iô-iô da Coca-Cola

Se você cresceu nos anos 90, provavelmente viu alguém tentando fazer manobras com um deles.

Os famosos iô-iôs da Coca-Cola já haviam aparecido anteriormente, mas uma nova campanha realizada em 1995 ajudou a colocar o brinquedo novamente nas mãos das crianças brasileiras. Havia diferentes modelos e estampas, incluindo versões da linha Galaxy.

Mais do que simplesmente fazer o iô-iô subir e descer, o objetivo era aprender truques cada vez mais elaborados.

6. Power Rangers

“É hora de morfar!”

A série Mighty Morphin Power Rangers estreou em 1993 e rapidamente se transformou também em uma poderosa linha de produtos. A própria Bandai registra que os brinquedos relacionados aos Power Rangers se tornaram grandes sucessos naquele ano.

No Brasil, a febre também chegou às lojas. Em dezembro de 1995, uma reportagem da Folha de S.Paulo citava os bonecos dos Power Rangers entre os brinquedos mais desejados pelas crianças.

Bonecos, robôs e veículos permitiam reproduzir em casa as batalhas vistas na televisão.

7. Batata Quente

Era preciso passar o brinquedo rapidamente e torcer para não estar com ele quando o tempo acabasse.

O Batata Quente foi lançado pela Estrela em 1990 e se tornou um dos jogos infantis associados à década. A própria fabricante o inclui entre seus produtos de destaque daquele período.

A regra simples ajudava a transformar cada partida em uma mistura de expectativa, pressa e muitas risadas.

8. Galinha Maluca

Outro clássico brasileiro apareceu logo no começo da década.

Lançado pela Estrela em 1991, o jogo Galinha Maluca é citado pela própria fabricante entre os produtos que tiveram grande aceitação durante os anos 90.

Com uma proposta simples e voltada principalmente às crianças, acabou entrando para a memória afetiva de quem cresceu naquele período.

9. Mini Craques da Copa

Em 1998, a febre veio em forma de pequenos jogadores de futebol com cabeças enormes.

Os Mini Craques foram lançados em uma promoção da Coca-Cola ligada à Copa do Mundo da França. A coleção tinha 28 jogadores brasileiros, entre eles nomes como Dunga, Ronaldo, Romário e Taffarel.

Para conseguir uma miniatura, era necessário trocar tampas ou anéis de latas do refrigerante e pagar um valor adicional. Como a embalagem não revelava qual jogador estava dentro, completar a coleção exigia algumas trocas entre amigos.

Hoje, os bonequinhos se tornaram itens nostálgicos e de coleção.

10. Bonecos dos Cavaleiros do Zodíaco

Poucos fenômenos televisivos tiveram tanto impacto sobre as lojas de brinquedos brasileiras dos anos 90 quanto Os Cavaleiros do Zodíaco.

O anime começou a ser exibido no Brasil pela Rede Manchete em 1994 e os bonecos articulados dos personagens rapidamente se tornaram objetos de desejo.

Em abril de 1995, a Folha de S.Paulo já destacava que a venda dos bonecos dos Cavaleiros, importados na época, havia “estourado” no país, mesmo com índices de audiência relativamente modestos para o desenho.

Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki passaram da televisão diretamente para as brincadeiras de uma geração.

Por Stephanie Cid

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