Chamado “The Age Of Everything”, disco chegou no último dia 2 de outubro

Johnny Marr lançou no último dia 2 de outubro “The Age Of Everything”, seu quinto álbum de estúdio da carreira solo. O novo trabalho chega pela BMG e reúne dez faixas inéditas.
Segundo o artista, o processo de criação passou por Londres e Manchester, na Inglaterra, e também pela América do Norte, sem especificação quanto ao lugar. Em comunicado, o ex-guitarrista do The Smiths explicou a respeito da ideia por trás do projeto:
“Desde o primeiro álbum solo, eu tinha a ideia de que cada disco devia tornar-se maior e mais corajoso, do ponto de vista do som e da composição. Sempre vi os discos quase como um cruzamento entre um vitral ou uma pintura abstrata. Colorido e cheio de vida. Gosto da ideia dos meus discos exigirem a sua atenção com guitarras, vocais ou uma letra.”
Para além do aspecto mencionado, a morte de Gary “Mani” Mounfield , saudoso baixista do The Stone Roses, e uma ligação de Noel Gallagher para dar a notícia acabaram influenciando o projeto. Em entrevista à Radio X, segundo a NME, Marr relembrou:
“Eram cerca de 11 horas da manhã. Estávamos todos com os fones de ouvido, prontos para começar a trabalhar em ‘Beyond The Rain’, quando meu telefone tocou e vi que era o Noel. Normalmente, eu não atenderia o telefone, mas era o Noel ligando. Ele não costumava telefonar, geralmente mandava mensagens. Atendi ao telefone, com todos os integrantes da banda ali ao meu lado, e ele me contou que Mani havia morrido. Lembro que todos ficaram muito chocados. Todos ficaram muito abalados. É claro que eu e minha banda conhecíamos Mani muito bem havia muito tempo.”
Assim, com o acontecimento, o artista resolveu modificar a letra de “Beyond The Rain”:
“Eu conseguia ouvir imediatamente a voz de Mani dizendo: ‘Vamos lá, senhor Marr, vamos, você tem que continuar fazendo rock!’ Então, não sei, talvez estivéssemos em choque, mas gravamos a música. Quando voltei no dia seguinte para gravar os vocais, acabei mudando um pouco alguns versos. Havia um trecho que falava sobre o sol nascendo, e eu simplesmente o alterei para: ‘Eu brilho como um filho do Norte, de volta ao lugar ao qual um dia pertenci’. Modifiquei alguns versos como esse na música. Ela acabou ganhando uma mensagem muito mais comovente e significativa. Então, não escrevi a canção sobre Mani, mas ele estava em nossos pensamentos enquanto eu a cantava.”
Por Maria Eloisa
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