NO AR AGORA
FMWR-SP
FMWR-SP
FREQUÊNCIA MÁXIMA WEB RÁDIO
FMWR-SP

“Verity” suaviza o livro de Colleen Hoover, mas preserva seu jogo de mistério

Adaptação estrelada por Dakota Johnson, Anne Hathaway e Josh Hartnett reduz o peso de algumas passagens do romance, mas mantém a dúvida sobre quem está dizendo a verdade.

Nesta quinta-feira (1º), chega aos cinemas “Verity”, adaptação do best-seller de Colleen Hoover. Estrelado por Dakota Johnson, Anne Hathaway e Josh Hartnett, o longa acompanha uma escritora contratada para concluir a série de livros de uma autora de sucesso que, após um grave acidente, já não consegue trabalhar.

A partir daí, a protagonista se vê envolvida na rotina da família Crawford e começa a descobrir acontecimentos cada vez mais estranhos. Entre manuscritos escondidos, versões conflitantes e comportamentos suspeitos, o filme constrói uma história em que a principal questão é simples: em quem é possível confiar?

A Alpha já assistiu ao longa e conta o que esperar da adaptação.

Qual é a história de “Verity”?

Lowen Ashleigh é uma escritora de suspense que ainda não conseguiu alcançar grande sucesso. Em dificuldades financeiras após a morte da mãe, ela recebe uma proposta inesperada: concluir os livros restantes da série escrita por Verity Crawford, uma autora best-seller que ficou impossibilitada de continuar trabalhando depois de sofrer um grave acidente.

Para assumir o projeto, Lowen passa um período na casa da família Crawford, onde tem acesso às anotações e aos materiais deixados por Verity. É durante essa pesquisa que ela encontra um manuscrito escondido.

No texto, Verity narra episódios de sua vida com o marido, Jeremy, e apresenta sua versão sobre acontecimentos traumáticos envolvendo a família, especialmente a morte da filha Harper.

O conteúdo das páginas muda completamente a percepção de Lowen sobre aquela casa e levanta uma dúvida que acompanha a história até o fim: aquele manuscrito é uma confissão ou apenas mais uma peça de uma narrativa construída para enganar?

O que mudou em relação ao livro?

Quem já leu o romance de Colleen Hoover encontrará algumas diferenças importantes na adaptação.

Uma delas está na composição da família. Enquanto o livro apresenta três filhos de Verity e Jeremy, o filme reduz esse número para dois: Harper e Crew.

O manuscrito também passou por mudanças. Na obra original, seus relatos estão entre os momentos mais pesados e perturbadores da história. No longa, esse conteúdo é mantido, mas aparece de maneira menos gráfica e mais contida.

Com isso, o filme preserva o suspense e a sensação de desconforto, mas diminui parte do impacto que essas passagens provocam no livro.

Outra alteração está na personagem de Lowen. O sonambulismo, característica importante da protagonista na obra literária e que interfere em diferentes momentos da trama, foi retirado da adaptação.

Quem está dizendo a verdade?

Um dos principais acertos de “Verity” está justamente em não entregar respostas com facilidade.

Ao longo da história, o espectador é levado a desconfiar de praticamente todos os personagens. Verity realmente está completamente paralisada? Jeremy é tão dedicado quanto aparenta? E até que ponto o relato encontrado por Lowen pode ser considerado verdadeiro?

A própria protagonista também não é uma narradora totalmente confiável. Vulnerável financeiramente, ambiciosa profissionalmente e cada vez mais envolvida emocionalmente com Jeremy, ela observa os acontecimentos a partir de uma perspectiva bastante particular.

Essa sucessão de versões mantém a principal qualidade da história original: a sensação de que cada nova informação pode mudar completamente a interpretação do que aconteceu.

Como está o elenco?

O trio principal funciona bem dentro da proposta do filme.

Dakota Johnson convence como uma personagem gradualmente envolvida e obcecada pela família Crawford. Josh Hartnett cumpre bem o papel de Jeremy, construído para oscilar entre a figura de marido dedicado e personagem potencialmente suspeito.

Anne Hathaway, por sua vez, assume o papel mais complexo do longa e consegue transitar entre diferentes versões de Verity.

Em alguns momentos, porém, sua interpretação adota um tom excessivamente vilanesco, principalmente nas cenas relacionadas ao manuscrito. Como o próprio conteúdo dessas sequências já é suficientemente perturbador, certas escolhas acabam reforçando uma ameaça que o roteiro já havia estabelecido.

Conclusão

“Verity” chega aos cinemas como uma adaptação mais moderada do romance de Colleen Hoover.

O filme reduz o peso de algumas das passagens mais controversas do livro, mas preserva seu principal motor narrativo: a dúvida constante sobre quem está dizendo a verdade.

Mesmo com mudanças importantes em relação ao material original, o longa mantém o jogo de manipulação, suspeitas e reviravoltas que tornou a história popular entre os leitores. O resultado é um suspense acessível, conduzido por três protagonistas conhecidos e capaz de sustentar seu mistério até os momentos finais.

Confira o trailer abaixo:

Por Stephanie Cid

PARA MAIS NOTÍCIAS SOBRE MÚSICA, CINEMA, POLÍTICA. ACESSE-> https://fmwrsp.com

Share:

More Posts

Send Us A Message