Olivia Rodrigo mal teve tempo de deixar para trás a repercussão de seu primeiro grande festival antes de voltar aos holofotes. Apenas três dias depois do Daisy Chain Fields reunir cerca de 45 mil pessoas na Califórnia e ganhar projeção internacional, a cantora desembarcou em Los Angeles para uma noite bem diferente: intimista, acústica e cercada pela própria história.
Na terça-feira (1º), Olivia participou do “An Evening With Olivia Rodrigo”, no GRAMMY Museum, onde conversou sobre carreira e composição, apresentou cinco músicas em versões acústicas e celebrou a abertura de “Olivia Rodrigo: the cure unraveled”, exposição dedicada ao processo criativo do videoclipe de “the cure”.
Uma tradição do museu ganha novo momento
A presença de Olivia também prolonga um momento de grande exposição para uma tradição que acompanha o GRAMMY Museum há muitos anos.
Desde sua abertura, em 2008, o espaço recebe artistas para encontros diante de pequenas plateias, combinando entrevistas sobre o processo criativo e, muitas vezes, apresentações especiais. Nas últimas semanas, porém, duas das maiores estrelas da música atual colocaram novamente esse formato sob os holofotes.
Antes de Olivia, Taylor Swift esteve no museu para uma retrospectiva de seus 20 anos de carreira e também apresentou músicas diante de uma plateia reduzida.
Agora, Olivia chegou ao mesmo espaço em circunstâncias bastante particulares: poucos dias depois de mostrar que sua influência já ultrapassa os próprios discos e turnês, reunindo algumas das artistas mais importantes de diferentes gerações em um festival criado por ela.
Olivia Rodrigo vira exposição
No GRAMMY Museum, a cantora participou de uma conversa com o cineasta e jornalista musical Cameron Crowe, abordando seu novo álbum, composição, carreira, próxima turnê e justamente a experiência de realizar o Daisy Chain Fields.
Depois, trocou a escala monumental do festival por um pequeno show acústico. Olivia apresentou “drop dead”, “stupid song”, “maggots for brains”, “less” e “the cure”. Até a edição desta matéria, a apresentação ainda não havia sido disponibilizada oficialmente ao público.
A última música também conduz à principal razão de sua presença no museu.
Aberta ao público nesta quarta-feira (2), “Olivia Rodrigo: the cure unraveled” revela os bastidores do videoclipe de “the cure”, reunindo cenários feitos à mão, objetos utilizados na produção, storyboards, fotografias e trabalhos artísticos originais.
A exposição permanece em Los Angeles até 22 de fevereiro de 2027 e deverá ser ampliada ainda neste segundo semestre com novos itens relacionados ao universo criativo da cantora.
Para Olivia Rodrigo, portanto, foram poucos dias capazes de mostrar dois extremos de sua atual dimensão na música: 45 mil pessoas diante de um festival criado por ela no sábado e, três dias depois, uma pequena plateia diante de uma artista que, aos 23 anos, já pode caminhar por um museu e encontrar parte de sua própria história em exposição.