DIRETOR MUSICAL DO CANTOR REVELA À BBC COMO O REPERTÓRIO DOS SHOWS É DEFINIDO

Quem vai a um show de Robbie Williams espera encontrar vários dos grandes sucessos de sua carreira. Mas quais hits entram no repertório? A resposta pode mudar dependendo do país.
Em entrevista à BBC, Karl Brazil, baterista e diretor musical do cantor britânico, revelou que a equipe analisa com bastante atenção o repertório de cada apresentação.
A ideia é garantir que o público ouça os sucessos que espera, mas levando em consideração que algumas músicas de Robbie são muito mais populares em determinados mercados do que em outros.
Um repertório pensado para cada público
Brazil citou “Candy” como exemplo. Segundo ele, a música é muito popular na Europa e naturalmente encontra espaço nos shows realizados por lá. Na Austrália, porém, não alcançou a mesma força e pode ficar de fora.
Com uma carreira que já atravessa três décadas, Robbie acumulou sucessos suficientes para tornar essa escolha cada vez mais complexa. Por isso, o diretor musical afirma que cada show é analisado detalhadamente.
Brazil também é responsável pelo fluxo musical da apresentação. Como baterista, acompanha o que acontece no palco e ajuda a conduzir musicalmente Robbie, a banda e toda a produção.
O resultado é um detalhe que muitas vezes passa despercebido por quem está na plateia: o show de Robbie Williams não é necessariamente o mesmo em todos os lugares. O repertório procura refletir também a relação que cada país construiu com suas músicas.
A estratégia ganha um interesse especial para os fãs brasileiros. Robbie Williams volta ao Brasil no dia 13 de outubro, em São Paulo, com a BRITPOP World Tour, marcando sua primeira apresentação no país em 20 anos.
Seguindo a fórmula descrita por Karl Brazil à BBC, o show brasileiro deve ganhar um setlist pensado especialmente para o público do país, reunindo os grandes sucessos da carreira e as músicas que conquistaram maior identificação por aqui.
Resta agora descobrir quais hits Robbie Williams vai escolher para esse reencontro.
